O relacionamento romântico é um dos temas onde temos menos clareza. O conceito de ter uma outra metade para nos completar, para nos salvar da solidão, é uma coisa sem sentido, é um mito da nossa sociedade. Quando começamos a sentir plenitude interior, uma das mudanças mais significativas é que perdemos a necessidade de alguém nos completar. Quando precisamos de alguém, sofremos. Talvez no começo sentimos que estar com alguém é suficiente, mas depois começamos a querer que eles mudem para que nós nos sintamos satisfeitos. E quando finjimos, procurando a aprovação dos outros, nos abandonamos. Desse jeito, um relacionamento baseado na necessidade mútua é de autoabandono, cheio de condições, e não é amor.

Quando o amor é condicional, geralmente um dos dois lados toma e o outro dá. E aí fazemos uma longa lista para o parceiro cumprir – isso quer dizer que nos ama! E mesmo quando o outro foca-se em cumprir todas as nossas necessidades, continuamos a criar uma lista nova de requisitos e condições.

O amor verdadeiro é incondicional. Ele abraça sem necessidade, sem espectativas, consegue apreciar uma borboleta sem a necessidade de prendê-la, considerando a natureza imprevisível e efêmera do seu belo voo, cheio de charme e beleza. Esta é a atitude mais saudável para lidar com um relacionamento romântico e, de fato , a vida no geral: curtir as coisas enquanto elas duram. Se queremos conter alguma coisa, a beleza começa a desaparecer. Quando nos apegamos aos nossos prazeres, acabamos nos sufocando neles.

A única maneira para realmente conseguir amor desapegado é encontrando a nossa realização interior; até então, podemos fingir indiferença, mas o nosso bem-estar está inexoravelmente ligado ao comportamento do nosso parceiro e condicionado pela necessidade de ser amados e admirados.

Através da nossa transformação interior, o conceito do parceiro perfeito desaparece. Isso não significa que viramos pessoas amargadas e cínicas, antes pelo contrário: simplesmente significa que alcançamos a plenitude. E quando paramos de pensar que precisamos ser salvos por outros nos abrimos a compartilhar a nossa recém-descoberta com todas as pessoas, livres de medo e de perda. Esse é o tipo de amor mais feliz e alegre. Quando não dependente de outro vivemos dentro de nós mesmos e isto percebe-se nos relacionamentos também.

Algumas pessoas tem uma manada de elefantes! Mas a realidade é que não tem elefantes novos, não há um elefante verde com cinco pernas, são todos os mesmos elefantes e, uma vez que percebemos isso podemos nos amar mais, porque quanto mais pudermos soltar, mais vulneráveis nos tornamos, mais humanos seremos e aceitaremos mais a humanidade tal como é, aprendendo a viver no momento presente, focados no amor.

Através da transformação interior, nossos relacionamentos tornam-se livres e transparentes. Não impomos condições rígidas na outra pessoa, e também não temos espectativas sobre o futuro. O compromisso num relacionamento é algo maravilhoso, se vier a partir de um estado de alegria, focado em dar e disposto a encarar tanto as coisas boas como as mais complicadas juntos.

Até a próxima semana!

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Entrevista realizada en: Somos Todos UM